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Intuindo


CONVITE

Amanhã, como boa sexta-feira, vamos para o bar, mas a comemoração será especial: 22 anos de 15 de maios felizes. Não entendeu nada? Então eu recapitulo: No dia 15 de maio de 1987 a música nº 1 da Bilboard era With or Without You  do U2, e às 9h15, eu dei as caras, literalmente, por  essas bandas. Mais uma na Maternidade São Paulo. Mais uma taurina impulsiva. Mais um motivo para você sair de casa amanhã a noite e mexer o esqueleto (ou só treinar o levantamento de copo mesmo).

 

Coloque na sua agenda:

*Sexta 20h30 -  começa a comemoração no “bar de sempre”, leia-se: o bar de paredes vermelhas na Rua Capote Valente, entre a Teodoro Sampaio e a Arthur de Azevedo. Parece difícil, mas ele é inconfundível. O “esforço” para encontrá-lo é compensado por cerveja barata, petiscos justos e ambiente tranqüilo.

*Sexta 0h – o bonde parte para a festa “Talco Bells (talcobells.blogspot.com)” balançar os vestidinhos e deslizar os sapatos bem engraxados sobre o pó branco (não alucinógeno), ao som de Marvin Gaye, Aretha Franklin e o melhor do soul anos 60. Onde? Hotel Camridge - Av. Nove de Julho, 210, Centro. Quanto? R$ 15.

 

Para os mais animados, o final de semana também será comemorativo, anote aí:

*Sábado 14h – Almoço no japonês por quilo mais clássico da Liberdade, Nandemoya (Rua Américo de Campos, 9). Com direito a musica ao vivo tocada por um japa bem inspirado  e melona, para quem pode, de sobremesa.

*Sábado 21h – Show do 3 na massa (myspace.com/3namassa)  e China (myspace.com/chinaina) no Sesc Pompéia. Quanto? R$ 12.

*Sábado 0h – LIVRE. Aceito convites. rs

*Domingo 18hVineyard (vineyardsaopaulo.com) ou a igreja que não vem com papo de igreja.

*Domingo 21hSambarburdo Project no Casa Club Hostel (Rua Mourato Coelho, 973, Vila Madalena, R$5) com discotecagem de  Marcos Lauro, Pedro 13 e participação especial de Talita Ribeiro. E antes que alguém fique sem graça e pergunte como assim? Respondo: Passam os relacionamentos ficam os afetos

 

Se você teve pique de chegar ao final desse e-mail, reitero: Preso muito a sua companhia e abraço, espero vê-lo(a), mesmo que de relance, nessa comemoração.

 

Beijos e até amanhã!



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 18:40
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A senha...

Eu lembro, ainda que desconfie da minha memória.

Faz quanto tempo mesmo?
O mês dos meses era março. Nós já estamos em novembro, que não é doce nem piegas como o filme. Não é outono. É denso-ex-tenso. E tem crise econômica. Não vou repetir, nem parir o meu medo.

No feriado, antes e depois, ninguém liga pra morte. Só a alimentam nos outros dias, por pura distração. Eu não sou assim. Mas amanhã talvez.

Cansada em fragmentos. Será que o meu tempo é agora ou quase quando?
Quero só as músicas bonitas de Caetano e Gil. Quero a alegria e melancolia de Bethânia. Uma taça de vinho. Um dia todo azul. O amanhã.

Um poema bem sentido que eu nem desconfie.
Uma sílaba tônica que não passe por reformas ortográficas.
A grafia de nossos olhares. Ousar o dia amanhecer. Ousar amanhã ser um novo dia... E cantar e cantar e cantar... "A tristeza é uma forma de egoísmo, eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou..."

Respira, solta... faltam 31 dias. Mas... e se o tempo deixar ser?



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 22:08
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O celular de naná é a lua...

Fim-de-s-emana-feli(z)cidade

Sem querer
saber
o que
acontecerá-rá-rá-rá

Palavras a menos, atos a mais. In-verso an(in)terior.

- Que beleza é o mar!



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 20:33
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Confessionário

 

Escrever em primeira pessoa, sendo diversas divergentes, sendo gente das mais variadas formas e opiniões, tendo uma rebelião dentro de si. Qual é a primeira pessoa que quer sair? Qual das pessoas merece estar em primeiro plano? A que tem vontade de cantar, a que tem vontade de matar, a que desaba sem exteriorizar, a que vai onde a notícia está, a que tem preguiça? Aquela ou essa? Todas peças únicas.

 

Tudo menos a simplicidade. Tudo menos o ideal. Tudo menos o teórico (não verbal).

Porque é na prática que o suor cai, as lágrimas saem disfarçadamente ou em turbilhão, é na real que sentimos o quanto a pressão dói e inspira. São nos prédios mais altos que temos mais horizonte, não é mesmo? Mas, experimente descer todos os andares pela saída de emergência, sentido as pernas bambas no final, mesmo sabendo que a subida será, mais uma vez, em um elevador.

 

Sinto falta de cinema, poemas, poentes. Sinto falta das pontes imaginárias com o utópico. Sinto falta de sentir-me menos objetiva, mais instintiva, menos urbana, mais humana. Sinto falta da que faz sem pensar, da que não faz por não estar a fim, mesmo que vez ou outra eu force a barra para ser mais, não melhor, contraditória.

 

Não estou infeliz, não tenho cicatrizes profundas, nem feridas expostas, mas... Inquieta que sou, continuo a desejar mais ondas altas sobre as ondas... E calo palavras que não são minhas.

 

“Eu gosto dos que têm fome,

Dos que morrem de vontade,

Dos que queimam de desejo,

Dos que ardem”

Adriana Calcanhoto



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 21:46
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A Viagem

Embarco com todo aquele nervosismo que quase me paralisa. Sampa é tão bonita vista de cima, ou seria por todos os lados? Uma tempestade me aguarda em Curitiba. Mau sinal? Não sei. Vou para o hotel com um motorista tão desanimado quanto os santinhos que protegem seu carro.

Cama de mola, banheiro amplo e ducha quentinha. Me abraça? Ligo para as casas de quem me quer bem. Estou viva, bem viva. Saio para reconhecer o território, comer algo, ver como as pessoas daqui são bonitas: altas, traços finos, longos e expressivos. Ruas limpas quase sem poças, carros lentos, árvores, muitas árvores e boa arquitetura. É fácil andar em suas avenidas amplas. É fácil sentir-me parte de seu labirinto.

Há no parque batuque, cantos, um guarda-chuva vermelho em meio às paralelas brancas. E roda, roda, roda, sem deixar que as gotas de inspiração escorram totalmente. Homens jogam futebol de outra América, que defende invasões bárbaras. Mesmo com o cinza, o amarelo, que emoldura a moça e segura o olho, reflete forte no mármore líquido e concreto. Piões descansam do outro lado. Casais estão dissonantes sobre a reta, próximos, distantes, uno. Nada além do vento e minha prazerosa solidão de descobertas. Nada além das árvores cobertas por lágrimas.

Os pássaros começam a coreografia diária de volta ao lar. Acolhem-se próximo ao papa pálido. Paro por respeito ao espetáculo, por total encantamento. As aves pequenas, ao que me parecem, ficam nas árvores mais cheias, já as maiores, nas mais altas. Quero me aproximar, mas sou a ameaça estrangeira, a peça derradeira que pode pôr tudo a perder. O rosto cola na grade e acompanha as penas por sobre pernas finas.

Sinto-me mais feliz e volto querendo não encontrar o meu abrigo, viver plenamente o desconhecido. Ligo para o rapaz que eu escolhi para compartilhar a noite, para fazer do seu olhar meu ângulo. Atencioso, mostra-se disposto. Então, está combinado!

Deito na cama, me encolho entre diversos travesseiros, quase durmo, mas o rapaz liga, combina a hora da saída e brinca com minha voz. Acordo uma hora antes da Hora. Tomo mais um banho, visto meu macacão, lápis, sombra, confiança, batom... Perfeita! Para quem? Para mim, oras!

Ele chega e tem o desleixo dos simpáticos. Estranho eu sei, mas era. Quase um comunista pela barba e cabelo. Ele está apenas de camiseta, só para contrastar com meu casaco. Ainda garoa, mas ele está de carro.

No centro velho curitibano habita uma parati de ruas mais largas e pedras menos exageradas. A luz é igual, assim como a sensação de nostalgia que esta me causa.

No restaurante granfino somos bem servidos, apesar de destoarmos. Somos jovens demais, leves demais, sorrisos demais...

Começamos nosso jogo sincero de frases e silêncios. Queremos descobrir o que nunca assumiríamos, não em uma noite. Sinto prazer no flerte inteligente, por mais que não tenha uma meta em comum. Dificulto a fase quando pronuncio a palavra “sogra”. No caso, a minha. Em São Paulo, mineira, mãe de um amor chamado Pedro, que não hesitaria em ligar naquela mesma noite. E ficaria martirizando-se, pensando se eu dormiria sozinha ou não.

Mas, o rapaz ao ouvir tal heresia, não fez como a cidade em romaria e não veio me pedir: “Vem comigo, vem Tali!” Ele apenas sorriu, respirou e puxou outro assunto cabeça, ou me contou sobre suas aventuras no Uruguai, em um intercâmbio pouco provável. O banquete estava ótimo.

Saímos rumo “A” noite curitibana. Fila paulistana em frente ao bar. Chope menos gelado do que deveria, amigos do novo amigo, sorria.

 

Continua...



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 00:20
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Rapidinha?

Onde antes duas pernas bamboleavam, quartos expandiram vidas, feridas e sonhos. Onde antes havia o resto do infinito, nasceram abrigos de segredos impronunciáveis. E a vista não era definida pela retina, nem mesmo pela luz do sol. Não eram as metáforas apenas signos, mas sim, o sentido revestido de simplicidade. O abstrato mostrou-se exato em seu devaneio e meu seio encheu-se da graça de seus pecados. Nada há que não possa ser redescoberto por nossas inúmeras possibilidades. Somos e não basta, como não pode nada bastar a nossa ânsia vasta.



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 11:47
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Quando a gente quer,
Quando a gente gosta...

Fim do dia... pela primeira vez no ano o jornalismo futuro e o meu futuro no jornalismo deixou um ponto de interrogação no ar...

Gosto de algumas pessoas que cruzaram meu caminho e compartilham da estrada, gosto tanto de raras, amo uma, e outra e talvez mais uma...

Droga, clima nostálgico no ar.

E a redação? Ah... é uma caso contraditório (e incrível por isso mesmo). 

Soninho... e fechamentormento.



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 19:13
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...

O último pôr-do-sol

 

Não vou cravar palavras

Só porque o dia está

Exposto as moscas

Nem calar a boca

Só porque não há beijos

Nem lampejos de

Inspiração

 

Não vou parar a canção

Nem falar palavrão

Nem jurar em vão

Não vou cair na imensidão

Das rimas fáceis

 

Mesmo que tudo

Seja tédio

E um tanto

De não-dito

 

Não vou brincar

De ferir

Nem fingir não

Sentir

O que nem está

Aqui

 

Não vou começar

Um drama,

Não vou arrumar

A cama,

Nem seguir ordem

Alguma.

 

Mesmo que tudo

Seja um prédio

Com garras

de alumínio

 

(Fruto do que? Quer mesmo saber? Olhe ao redor e veja que o jardim secou. Ainda restam amoras, no cimento, no cabelo, em galhos exaustos. Mas, quer mesmo saber? Já é outra estação)



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 18:00
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Dança da Solidão

Sim, eu tenho que explicar, as páginas em branco guardam outros tons e isso é tudo.

Fiquei só, mas não tão só quanto no último post, sem a presença física, mas com uma certeza impregnada no silêncio. Tem volta, rima e bossa amanhã.

Mas, enquanto não chega, eu me envolvo em dilemas futuros, prestar isso ou aquilo? Fazer um tema médio no TCC só para passar? Quando abandonar a redação? Abandoná-la? Como domar minha vontade de mudar o mundo, começando pelo meu universo particular? E se eu nunca ficar satisfeita? E se eu sempre buscar novos caminhos pelo simples fato deles serem novos? Tantas e tantas coisas.

Pintei as unhas do pé de vinho, derramei Baudelaire aos meus pés, deixei meus pré-conceitos e conservadorismo de lado, e desfilei sangue e um tantinho assim de ousadia. As mãos acompanharam e presenciaram uma cena engraçada:

Hoje fui ao Mac Donalds sozinha, como estava chovendo e na hora do jantar não havia uma mesa se quer desocupada, mas, como é de costume, casais ocupavam mesas para quatro pessoas. Não tive dúvidas, escolhi a duplinha com mais cara de tédio e pedi para sentar-me. Meio que a contragosto a menina quis mostrar-se educada para o rapaz e deixou. Sorri, sentei e me concentrei nos textinhos da minha bandeja.
Mas, foi inevitável, juro, mais forte do que eu... Comecei a ouvir a conversa alheia. Eles não se conheciam direito, mas queriam se impressionar, ele dizia que corria não sei quantos quilômetros por dia e que comia mais rápido que fulano de tal (eu se fosse ela, já ficaria imaginando o quão desagradável é estar com alguém que come rápido e em todos os problemas e significados que isso pode implicar...).
Papo bobo vai, vem, eis que o tal rapaz fixa o olhar em mim por um momento. Como eu sei? Oras! Eu percebi pelo silêncio constrangedor. Tive muita vontade de fazer um barulhinho com o canudo, aqueles de criança mesmo, só para quebrar o clima. Mas, a tal menina reage e diz em tom de desabafo a bela frase:
”Ontem eu também queria muito ter feito a minha unha, mas o dia foi tão corrido”
Não, eu não ri. Nem o menino, que, extremamente envergonhado disse que ela estava ótima.
Não, eu não estraguei a noite alheia. Mas, confesso, pela primeira vez achei as minhas unhas sexy’s.  

 Fora isso, assisti a filmes, andei para caramba, decidi e desisti de coisas e mais coisas... Não sei se terei filhos, não sei se casarei um dia, não sei se terei casa, carro e dinheiro, não sei se um dia ficarei quieta, não sei se respeitarei dietas, limites, palpites... Não sei se isso é bom ou ruim. E não acho que deva definir tão cedo.



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 22:32
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Então era fatal que o faz de conta terminasse assim...

O que dói é saber que onde eu investi tanta coragem só resta um tanto de covardia.

O que dói é saber que não foi por amor ou bobeira, talvez orgulho, vontade de se sentir por cima...

O que dói é ter acreditado quando a base era tão frágil.

O que dói é não ter uma rima.

Nem saída.

FIM



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 22:30
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Poema

Telegrama

(ouça durante ou depois o vídeo ao final do post)

 

O que não foi dito

Não passa despercebido

Não passa!

Se arrasta

Por entre palavras

Impronunciáveis

 

Disseram-me certa vez

Que amaria semiótica

A ótica das coisas ocultas

A ilógica do que antes prenuncia

 

Gosto, desgosto

Calo

Canso de buscar sentido

De sentir o que não é

Visível

 

No que crer

Como fazer-se entender

No silêncio denso

No vácuo vasto

De signos?

 

A correlação entre

Tempos distintos

Entre

Vermes famintos

De memórias

 

Sigo

Como em toques de piano

Sigo

Como os dedos que não podem

Tocá-lo.

 



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 19:29
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Criar, fluir e expandir... A vida é bem melhor assim

“Primeiro dia de aula!!!!

 

Finalmente sou uma universitária, foca, futura jornalista e, acima de tudo, sedenta por apreender, compreender, propagar a informação, fazer pensar, transmitir emoção, descobrir e ir além.

Tomara Deus que futuralmente (rs) ao ler estas palavras eu possa dar uma boa gargalhada, não apenas pelos erros, mas, também, pelo sentimento de realização, conquista de sonhos.”

(Querido diário 24 fev. de 2005)

 

Sim, hoje eu dou risada, os olhos brilham, mas não sem diversas lágrimas pelo caminho. Ontem eu refleti muito sobre isso após uma reunião com minha redatora chefe, uma reunião inesperada com frases e olhares que me fizeram muito bem, após um fechamento cruel.

 

A repórter em que me converto é fruto da menina que optou por trabalhar aos 15 anos, a se arriscar em meio ao mundo financeiro e comercial do centro de São Paulo, a menina que intuitivamente preferiu continuar trabalhando a fazer cursinho. Depois chorou ao saber que não poderia estudar na Cásper, brigou pela bolsa de estudos na Anhembi, agarrou com unhas e dentes cada estágio que surgiu em seu caminho, acumulou funções, razões, insatisfações, pediu demissão inúmeras vezes, recomeçou, planejou novos projetos, os abandonou, amou profundamente a diversidade.

 

As palavras, sempre elas, me fizeram alcançar uma chance fantástica de conviver próxima, bem próxima, a uma grande redação, e eu não titubeei. Me joguei da pedra mais alta e me desafiei a acompanhar-me. Corri, corroí o tempo, quebrei a cabeça com sistemas e egos. O silêncio me fez crescer. Me fez compreender que não há pessoas boas ou más, há aquelas que sabem ou não equilibrar.

 

Neste ano prometi a mim mesma criar, fluir e expandir, até o infinito, até onde os meus sentidos agüentassem, esse seria o meu lema, o poema maior. Trabalhei mais do que estudei (e disso não me orgulho), tentei absorver e oferecer o melhor de mim. Briguei feio com meu medo. E conquistei uma chance ainda melhor, dessa vez, fazer parte da redação, ser lida por mais de 120 mil pessoas em todo o Brasil.

 

Fiquei tão-tão feliz, mas não imaginava o quanto isso doeria e exigiria de mim. Redação é um casamento que todo mês entra em crise, é posto a prova, entra em seu inferno astral e exige atenção, compreensão, paciência e principalmente, nervos de aço. Não os tenho, é fato. Virei bicho, trabalhei para além do estabelecido em contrato, engoli sapo, escrevi e li com as veias saltadas, descontei em quem amo, pedi perdão e cai em prantos. Tudo muito intenso, como sempre.

 

Mas, eu amo o que faço. Amo ler e reler e escrever e saber que aquilo toca alguém. Amo me fazer viver para além de mim através de palavras. E ontem tive meu trabalho reconhecido mais uma vez, descobri que fui cotada para uma viagem ao exterior (minha primeira grande viagem!), que os editores querem ver minhas palavras em reportagens maiores e, para isso, querem que eu indique alguém para fazer a parte chata do meu trabalho, assim terei tempo para pautas mais complexas e não apenas notas.

 

O melhor disso tudo? Superação! Super-ação! Reconhecimento dos dias de tormento dedicados com paixão. Dos textos que ainda irei reescrever três vezes com um pouco de raiva, mas prazer, do desejo por apreender e compartilhar sempre mais.  

 

Da menina de 2005 permanece a ansiedade, a vontade de mudar o mundo, de pular cada vez mais alto e de ler estas palavras com sorriso pleno e emocionado futuramente.

 

“Não deixe idéia de não ou talvez

Que talvez atrapalha

O amor é um descanso

Quando a gente quer ir lá

Não há perigo no mundo

Que te impeça de chegar”

(Moreno Veloso e Quito Ribeiro, na voz charmosa de Roberta Sá)

 

Eu e aquele que me aguenta e compartilha as conquistas,

carícias e afins. Pano de fundo: Prêmio Viagem e Turismo.



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 17:07
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Sinto falta daquilo que um dia pensei ter e hoje me passa despercebido sem que eu possa enfim saber, que nunca será dito, nem visto, nem quisto no real viver, porque a graça está na asa que não o deixa morrer, mesmo estando longe, ao longo, dos dedos que vão sempre tender... a pele casta, a alma vasta, ao béu prazer.

O amor tem dessas coisas impronunciáveis.

Boa noite, boa sorte.



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 00:16
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A-Present-Ação

Poderia ser Carambola ou Simples Assim, mas o sistema só aceitou o Intuindo. Título antigo para essas divagações que já não são mais as mesmas. Poemas de outrora já perderam o sentido, mas as palavras continuam absolutamente sentidas. Para quem não me conhece, muito prazer, eu sou alguém que mais uma vez escancara seu diário meio imaginário, meio real. Por que? Escrever é vital, compartilhar também, essa é uma forma de unir o insólito com o inevitável.

Um perfil?

Poeta sufocada pela jornalista
Jornalista liberta pelas palavras
Cineasta de meus dias
Sequestradora profissional de amigos
Leitora à mercê do acaso
Frequentadora assídua do sem destino
Amante das amoras (daquelas apaixonadas que destroem o objeto de seu desejo)
Silenciosa por ideologia (melhor do que o silêncio só João Gilberto mesmo!)
Inquieta por natureza
Dançarina russa
Devoradora de quadrinhos e docinhos
Pecadora por opção

Mais?

Depois que o ócio me libertar.



Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 20:10
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