A senha...
Eu lembro, ainda que desconfie da minha memória.
Faz quanto tempo mesmo? O mês dos meses era março. Nós já estamos em novembro, que não é doce nem piegas como o filme. Não é outono. É denso-ex-tenso. E tem crise econômica. Não vou repetir, nem parir o meu medo.
No feriado, antes e depois, ninguém liga pra morte. Só a alimentam nos outros dias, por pura distração. Eu não sou assim. Mas amanhã talvez.
Cansada em fragmentos. Será que o meu tempo é agora ou quase quando? Quero só as músicas bonitas de Caetano e Gil. Quero a alegria e melancolia de Bethânia. Uma taça de vinho. Um dia todo azul. O amanhã.
Um poema bem sentido que eu nem desconfie. Uma sílaba tônica que não passe por reformas ortográficas. A grafia de nossos olhares. Ousar o dia amanhecer. Ousar amanhã ser um novo dia... E cantar e cantar e cantar... "A tristeza é uma forma de egoísmo, eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou..."
Respira, solta... faltam 31 dias. Mas... e se o tempo deixar ser?
Escrito por Talita, Tali, Táta, Tá às 22:08
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